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Mariam é uma das centenas de estudantes sírios que enfrentam tudo, lutam para estudar, contra as bombas, contra a fome, para continuar os estudos universitários e conseguir o diploma através de cursos online em escolas estrangeiras.

Até ao início da guerra civil, em 2011, a Síria tinha um sistema de ensino superior em expansão, com um quinto da população entre os 18 e os 24 anos a frequentar universidades.

Mas o conflito forçou mais de 200 mil sírios a desistirem dos estudos, segundo números do Institute of International Education (IIE, na sigla em inglês), sediado em Nova Iorque.

Para muitos sírios, uma mão–cheia de escolas virtuais, facilmente acessíveis, que oferecem diplomas reconhecidos sem cobrar propinas são a válvula de escape educacional. A University of the People, sediada na Califórnia, oferece cursos de quatro anos, totalmente online, com aulas dadas por acadêmicos voluntários e professores jubilados.

A escola tem mais de 200 alunos na Síria, além de contar entre os seus estudantes com 300 refugiados que fugiram daquele país em busca de segurança na América.

A sua ligação móvel à internet é penosamente lenta, diz, mas chega para carregar as leituras semanais – uma distração bem-vinda. “Quando estou a estudar, é como se estivesse à tona da água”, explicou à Thomson Reuters Foundation.

Enquanto algumas personalidades acadêmicas debatem sobre o tema de ser ou não uma boa ideia este tipo de ensino, Mariam, assim como outros que lutam para estudar,  diz ansiar pelo dia em que munida do seu diploma possa reconstruir a Síria como empresária. “Depois de uma guerra, os países recebem apoio financeiro”, explica a jovem. “Vai haver muitos investimentos.” Um belo exemplo aos nossos estudantes!

Fonte: DN.PT (Portugal)

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